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Cadê o Altavista?*

July 30, 2010

Cadê em 1996

Quem se lembra do primeiro site que usou para fazer buscas na internet? Me sinto um pouco dinossaura ao lembrar que quando comecei a explorar as maravilhas da internet, usava dois sites de buscas: o “Cadê?” e o “Altavista”. O primeiro foi pioneiro em buscas no Brasil e usava a inserção de páginas de forma manual. Os tempos ainda eram pré-Google e pra época, era o que melhor atendia a necessidade dos usuários brasileiros. O Altavista, surgido no mesmo ano de 1995, atendia à necessidade de informações em outros idiomas.

Hoje me sinto pré-histórica: o Cadê foi engolido pelo sistema de buscas do Yahoo e o Altavista é uma referência, ao menos para mim, mais pelo seu tradutor do que pelo mecanismo de busca. Os tempos são outros. Confesso: sou uma escrava do Google. Incitada por um curso que fiz em 2009 no Knight Center´s Distance Learning, testei e comparei outros mecanismos de busca. A análise comparativa proposta me apresentou buscadores absolutamente desconhecidos. Segue a lista de sites pesquisados, sempre buscando pela palavra-chave “crise na imprensa”. Escolha uma palavra-chave e faça seu próprio teste:

Google: http://www.google.com.br

Yahoo!: http://www.yahoo.com.br

DeepDyve : http://www.deepdyve.com/

Radar Uol: http://radaruol.uol.com.br

Clusty: http://clusty.com/

Bing : http://www.bing.com

Ask.com: http://search.ask.com

DogPile : http://www.dogpile.com/

Mais do mesmo

Clusty, DeepDyve, Ask e DogPile foram pura novidade pra mim. Google, Yahoo, Radar Uol e o Bing, velhos conhecidos. Os resultados dos sites .com.br foram muito semelhantes, o que não significa que todas as entradas listadas sejam úteis. No meu favorito, o google, o primeiro resultado é absolutamente irrelevante (http://inforum.insite.com.br/493/412415.html): encaminha o usuário para um página de fórum onde um espertinho pede um trabalho de faculdade pronto. Aliás, o fórum do yahoo.com.br é recorrente em resultados de busca e algumas vezes pode ser útil. Ainda sobre o primeiro resultado do Google, ele aparece também na busca do Radar Uol. A mesma tendência se repete nos outros resultados do Radar.

O Clusty foi inútil e não apresentou resposta à palavra-chave. Descartando o Radar Uol e o Clusty, o fator resultado das buscas não é determinante na escolha do buscador, valendo mais as ferramentas que cada um pode oferecer e a combinação de palavras-chave.

Bingo!

Mas nem tudo é mais do mesmo no universo dos buscadores. O DogPile simplesmente reúne em um só buscador o Google, o Yahoo, o Ask e o Bing, sendo a grande descoberta. O DeepDyve, onde é preciso tomar cuidado, pois os resultados são listados em “DeepDyve” ou “Web”, foi o único site que apontou um resultado fora do domínio .com ou .com.br, indicando um resultado em Angola. Para quem busca informações fora do Brasil pode ser mais interessante, embora os resultados de buscas do Google em outros idiomas seja diferente dos resultados em português.

Pra quem não gosta de anúncios, o Bing foi o único que não mostrou resultados patrocinados, mas não conta com a opção de resultados relacionados, ausente também no DogPile e no Ask.

Duas descobertas me deixaram empolgada. O Yahoo oferece a opção “conceitos relacionados”, que faz as buscas não só pela palavra-chave, mas por palavras que tenham sentido semelhante. A outra, ainda em versão de teste, veio do meu favorito, o Google. Seu Image Swirl permite buscar imagens por semelhança, tornando os resultados mais objetivos e eficientes.

*uma primeira versão deste post foi publicada anteriormente, como tarefa do curso do Knight Center for Journalism.