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Cadê o Altavista?

November 22, 2009

Cadê em 1996

Quando comecei a explorar as maravilhas da internet, usava dois sites de buscas: o “Cadê?” e o “Altavista”. O primeiro foi pioneiro em buscas no Brasil e usava a inserção de páginas de forma manual. Os tempos ainda eram pré-Google e pra época, era o que melhor atendia a necessidade dos usuários brasileiros. O Altavista, surgido no mesmo ano de 1995, atendia à necessidade de informações em outros idiomas. Hoje, o Cadê faz parte do sistema de buscas do Yahoo e o Altavista é uma referência, ao menos para mim, mais pelo seu tradutor do que pelo mecanismo de busca. Os tempos são outros.

Fui incitada pelo curso de Introdução ao Jornalismo 2.0 a testar e comparar outros mecanismos de busca. Confesso, sou uma escrava do Google, e a análise comparativa proposta pelo exercício me apresentou buscadores absolutamente desconhecidos. Segue a lista de sites pesquisados, sempre buscando pela palavra-chave “crise na imprensa”.

* Google: http://www.google.com.br

Google

* Yahoo!: http://www.yahoo.com.br

Yahoo

* DeepDyve : http://www.deepdyve.com/

DeepWyve

* Radar Uol: http://radaruol.uol.com.br

Radar uol

* Clusty: http://clusty.com/

Clusty

* Bing : http://www.bing.com/

Bing

* Ask.com: http://search.ask.com

Ask

* DogPile : http://www.dogpile.com/

DogPile

O Clusty foi inútil. Não mostrou nenhum resultado para a palavra-chave em teste. Google, Yahoo, Radar Uol e o Bing já eram velhos conhecidos, embora, como já dito, eu use com frequência apenas o Google. DeepDyve, Ask e DogPile eu não fazia ideia de que existiam. Adorei o DogPile, que simplesmente reúne em um só buscador o Google, o Yahoo, o Ask e o Bing. Bingo! No DeepDyve é preciso tomar cuidado, pois os resultados são listados em “DeepDyve” ou “Web”.

Os resultados dos sites .com.br foram muito semelhantes, o que não significa que todas as entradas listadas sejam úteis. No meu favorito, o google, o primeiro resultado é absolutamente irrelevante (http://inforum.insite.com.br/493/412415.html): encaminha o usuário para um página de fórum onde um espertinho pede um trabalho de faculdade pronto. Aliás, o fórum do yahoo.com.br é recorrente em resultados de busca, mas até que algumas vezes chega a ser útil. Ainda sobre o primeiro resultado do Google, ele aparece também na busca do Radar Uol. A mesma tendência se repete nos outros resultados do Radar.

Descartando então o Radar Uol e o Clusty, eu arriscaria dizer que o fator resultado das buscas não é tão determinante na escolha de um buscador, tendo em vista os pesquisados. O DeepDyve foi o único que apontou um resultado fora do domínio .com ou .com.br, indicando um resultado em Angola. Para quem busca informações fora do Brasil pode ser mais interessante, embora os resultados das buscas do Google em outros idiomas seja diferente dos resultados em português.

Pra quem não gosta de anúncios, o Bing foi o único que não mostrou resultados patrocinados, mas não conta com a opção de resultados relacionados, ausente também no DogPile e no Ask. Mas confesso que testarei mais o Yahoo após descobrir a opção “conceitos relacionados”. Não se compara a novidade do Google, o Image Swirl, ainda em versão de teste, que permite buscar imagens por semelhança, mas torna a busca muito mais objetiva e eficiente.

Fontes:

Imagem do “cadê?”: http://kim.correiodopovo-al.com.br/wp-content/uploads/2009/10/site_cade_1996.jpg

Web, a mudança no giro do motor

November 15, 2009

A internet é hoje um gigantesco banco de dados virtual, onde todos os dias milhares de novas informações são inseridas, modificadas, comentadas, classificadas e consumidas. Em 1994, esse banco de dados tinha “apenas” 14 mil páginas hospedadas, visitadas pelos 3,2 milhões de usuários conectados à época. Hoje são cerca de 1,7 bilhão de usuários de internet, que têm a sua disposição uma quantidade de páginas imensurável – fala-se em um trilhão de resultados de buscas possíveis – tanto para que possam acessar quanto para gerar conteúdo. Não só o tamanho e o design evoluíram, mas também o motor da rede mudou. O usuário é também uma fonte de informação.

A chamada web 1.0, como ficou conhecida a primeira fase da internet e que predominou até o início desta década, foi marcada pela produção de conteúdo unilateral e pela descoberta das maravilhas da comunicação virtual por parte do usuário. Por um lado, somente os donos de terminada página poderiam produzir conteúdo. Na outra ponta, a rotina do usuário era entrar no site de um grande portal ou página, verificar e-mail para os mais avançados e frequentar uma página de bate-papo. Alguns programas permitiam a troca de informação entre os usuários sem a necessidade de um navegador, como o ICQ, o IRC e o Netscape. As redes começavam a se formar e o motor girava em uma só direção.

As transformações aconteceram tão rápido quanto o aumento na velocidade de navegação. Gradualmente, mas em ritmo acelerado, foram criados sites que permitiam aos usuários hospedarem suas próprias páginas, e plataformas para que as pessoas escrevessem em diários virtuais, os weblogs, publicassem suas fotos, vídeos ou comentários, até chegar nas chamadas redes sociais. Rapidamente o usuário deixou de ser um consumidor passivo do que encontrava na rede para atuar na internet. A participação é imperativa na chamada web 2.0., um motor mais sofisticado, capaz de girar em várias direções.

O tempo antes gasto para conseguir uma conexão, entrar em uma página ou baixar uma música passou a ser dedicado à interatividade. Publicar uma foto, deixar um comentário sobre uma notícia, recomendar uma página aos amigos, encontrar ex colegas de escola ou divulgar uma nova informação para outros usuários fazem parte da rotina de quem se conecta hoje. Apesar da natureza interligada da internet com seus hiperlinks, o usuário da web 1.0. ainda mantinha certa linearidade em sua navegação. A web 2.0. acabou com essa linearidade.

Sites de relacionamento, em uma tendência encabeçada pelo Facebook, servem também como plataforma para outros aplicativos, em mais uma prova da não-linearidade da web hoje. Através do facebook é possível fazer com que os contatos na rede recebam atualizações de outros sites, como o youtube e o twitter, assim como sugestões de sites ou notícias selecionados pelo usuário, aumentando o alcance de uma informação. “A sabedoria das massas virou a chave na rede” . A natureza desta segunda fase da word wide web é mais democrática. A web 2.0 pensa e seu motor é muito mais potente do que se poderia prever.

Fontes:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/1,,EDG77010-6014,00.html

http://espig.blogspot.com/2007/10/web-20-mdulo-2-o-legado-da-web-10-e-as.html
http://www.uic.edu/htbin/cgiwrap/bin/ojs/index.php/fm/article/view/2125/1972
http://informatica.hsw.uol.com.br/web-20.htm
http://www.ipnews.com.br/voip/voip/neg-cios/brasil-tem-metade-dos-usuarios-de-internet-da-al.html
http://www.internetworldstats.com/stats.htm