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Web, a mudança no giro do motor

November 15, 2009

A internet é hoje um gigantesco banco de dados virtual, onde todos os dias milhares de novas informações são inseridas, modificadas, comentadas, classificadas e consumidas. Em 1994, esse banco de dados tinha “apenas” 14 mil páginas hospedadas, visitadas pelos 3,2 milhões de usuários conectados à época. Hoje são cerca de 1,7 bilhão de usuários de internet, que têm a sua disposição uma quantidade de páginas imensurável – fala-se em um trilhão de resultados de buscas possíveis – tanto para que possam acessar quanto para gerar conteúdo. Não só o tamanho e o design evoluíram, mas também o motor da rede mudou. O usuário é também uma fonte de informação.

A chamada web 1.0, como ficou conhecida a primeira fase da internet e que predominou até o início desta década, foi marcada pela produção de conteúdo unilateral e pela descoberta das maravilhas da comunicação virtual por parte do usuário. Por um lado, somente os donos de terminada página poderiam produzir conteúdo. Na outra ponta, a rotina do usuário era entrar no site de um grande portal ou página, verificar e-mail para os mais avançados e frequentar uma página de bate-papo. Alguns programas permitiam a troca de informação entre os usuários sem a necessidade de um navegador, como o ICQ, o IRC e o Netscape. As redes começavam a se formar e o motor girava em uma só direção.

As transformações aconteceram tão rápido quanto o aumento na velocidade de navegação. Gradualmente, mas em ritmo acelerado, foram criados sites que permitiam aos usuários hospedarem suas próprias páginas, e plataformas para que as pessoas escrevessem em diários virtuais, os weblogs, publicassem suas fotos, vídeos ou comentários, até chegar nas chamadas redes sociais. Rapidamente o usuário deixou de ser um consumidor passivo do que encontrava na rede para atuar na internet. A participação é imperativa na chamada web 2.0., um motor mais sofisticado, capaz de girar em várias direções.

O tempo antes gasto para conseguir uma conexão, entrar em uma página ou baixar uma música passou a ser dedicado à interatividade. Publicar uma foto, deixar um comentário sobre uma notícia, recomendar uma página aos amigos, encontrar ex colegas de escola ou divulgar uma nova informação para outros usuários fazem parte da rotina de quem se conecta hoje. Apesar da natureza interligada da internet com seus hiperlinks, o usuário da web 1.0. ainda mantinha certa linearidade em sua navegação. A web 2.0. acabou com essa linearidade.

Sites de relacionamento, em uma tendência encabeçada pelo Facebook, servem também como plataforma para outros aplicativos, em mais uma prova da não-linearidade da web hoje. Através do facebook é possível fazer com que os contatos na rede recebam atualizações de outros sites, como o youtube e o twitter, assim como sugestões de sites ou notícias selecionados pelo usuário, aumentando o alcance de uma informação. “A sabedoria das massas virou a chave na rede” . A natureza desta segunda fase da word wide web é mais democrática. A web 2.0 pensa e seu motor é muito mais potente do que se poderia prever.

Fontes:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/1,,EDG77010-6014,00.html

http://espig.blogspot.com/2007/10/web-20-mdulo-2-o-legado-da-web-10-e-as.html
http://www.uic.edu/htbin/cgiwrap/bin/ojs/index.php/fm/article/view/2125/1972
http://informatica.hsw.uol.com.br/web-20.htm
http://www.ipnews.com.br/voip/voip/neg-cios/brasil-tem-metade-dos-usuarios-de-internet-da-al.html
http://www.internetworldstats.com/stats.htm

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